Escolha a sua morte!
É fascinante observar que o primeiro mandamento de Deus à humanidade foi uma restrição alimentar: a proibição de comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal.
A punição para tal desobediência não poderia ser mais severa. Para um mundo recém-criado e pulsante, e para o homem que acabara de receber o fôlego de vida tornando-se alma vivente, a transgressão custaria tudo: “porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2:17b).
Sabemos o desfecho. Logo no capítulo seguinte, o homem desobedece, e a morte passa a integrar não apenas a realidade humana, mas toda a natureza, que se torna corruptível. É precisamente nesse cenário que surge a mensagem do Evangelho — ou, em seu sentido original, as "Boas Novas".
Embora estivéssemos mortos em nossos delitos e pecados, Yeshua morreu por nós para que, por meio de Sua ressurreição, tivéssemos vida. A boa notícia é que existe uma solução para a desobediência do Éden; há um resgate disponível contra o veredito da morte.
No entanto, um ponto crucial muitas vezes passa despercebido: na dinâmica do Evangelho, a palavra do Senhor não é anulada. A realidade é que o decreto do Eterno continua prevalecendo: “certamente morrerás”.
O que o Evangelho nos apresenta, portanto, é a oportunidade de escolher qual morte desejamos abraçar.
Yeshua é enfático ao afirmar: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Porque aquele que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á” (Mt 16:24-25). No mesmo espírito, o apóstolo Paulo declara: “E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências” (Gl 5:24).
Aceitar o Evangelho é escolher morrer para si mesmo, para as paixões carnais e para a autossuficiência, a fim de experimentar a ressurreição do Messias para a vida eterna. Rejeitar essa mensagem é escolher a morte para Deus e para o Seu propósito, abdicando da verdadeira existência para satisfazer desejos efêmeros.
Em última análise, a sentença do Eterno permanece inalterada: você certamente morrerá. Todavia, existe uma morte que restaura a vida. Cabe a você decidir qual caminho trilhar.
Que o Eterno nos abençoe!
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