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Escolha a sua morte!

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​É fascinante observar que o primeiro mandamento de Deus à humanidade foi uma restrição alimentar: a proibição de comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. A punição para tal desobediência não poderia ser mais severa. Para um mundo recém-criado e pulsante, e para o homem que acabara de receber o fôlego de vida tornando-se alma vivente, a transgressão custaria tudo: “porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2:17b). ​Sabemos o desfecho. Logo no capítulo seguinte, o homem desobedece, e a morte passa a integrar não apenas a realidade humana, mas toda a natureza, que se torna corruptível. É precisamente nesse cenário que surge a mensagem do Evangelho — ou, em seu sentido original, as "Boas Novas". ​Embora estivéssemos mortos em nossos delitos e pecados, Yeshua morreu por nós para que, por meio de Sua ressurreição, tivéssemos vida. A boa notícia é que existe uma solução para a desobediência do Éden; há um resgate disponível contra o veredito...

A igreja primitiva guardava o domingo?

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Antes de qualquer análise, e por se tratar de um tema polêmico, é importante afirmar que nenhum aspecto da Torá, incluindo a guarda do shabat, deve ser tratado como salvífico.  A confiança no ensino apostólico reafirma, acima de tudo, que somos salvos pela obra do Messias que nos comprou com seu sangue e nos trouxe a reconciliação. No entanto, o mesmo ensino apostólico apresenta que a Torá tem o propósito de nos tornar sábios para a salvação que há no Messias.  Por isso, os apóstolos determinaram apenas quatro princípios que devem ser obrigatóriamente observados pelos crentes dentre os gentios (Atos 15:28-29), e a prática dos demais preceitos devem ser fruto de entendimento e fé (Atos 15:21 e Romanos 14). No entanto, a teologia cristã tradicional afirma que o mandamento com relação ao shabat foi substituído pela guarda do domingo, que é frequentemente citado como "o sábado cristão".  Para fundamentar este ensino, normalmente são citadas três passagens-chave do Novo Testam...

Sucot: A Festa da Habitação e Dependência do Eterno

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​A ideia primordial da Festa de Sucot está enraizada no mandamento divino dado a Israel após o Dia da Expiação (Yom Kippur). O Eterno instruiu o povo a construir e habitar em sucot (cabanas ou tendas) por sete dias, a fim de recordar a jornada no deserto: ​"Sete dias habitareis em tendas; todos os naturais em Israel habitarão em tendas; para que saibam as vossas gerações que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas , quando os tirei da terra do Egito. Eu sou o Senhor, vosso Deus." (Levítico 23:42-43) ​A Sucá — uma estrutura frágil, temporária e com um teto incompleto que permite a visão das estrelas — simboliza a fragilidade natural do ser humano e a dependência completa de Deus . Ao deixar o conforto de suas casas permanentes, o israelita é lembrado de que sua verdadeira segurança não reside em paredes de pedra, mas na nuvem de glória ( Shekinah ) e na provisão fiel do Eterno no deserto. A Cabana de Sucot, portanto, é um poderoso símbolo do corpo humano e de su...

O Arrependimento Muda Decretos!

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"Assim diz o Senhor: Registrem esse homem como homem sem filhos. Ele não prosperará em toda a sua vida; nenhum dos seus descendentes prosperará nem se assentará no trono de Davi nem governará em Judá". (Jeremias 22:30). Essa maldição proferida pelo profeta Jeremias foi direcionada ao rei de Judá de seu tempo: Jeconias (ou Conias/Joaquim). Jeconias reinou por um curto período, apenas três meses, mas as Escrituras atestam que ele perseverou na maldade e idolatria de seu pai (2 Reis 24:9). Por causa de sua desobediência e obstinação, ele foi amaldiçoado no capítulo 22 de Jeremias. O ponto mais intrigante desta maldição é que, segundo o evangelista Mateus, Yeshua é descendente de Jeconias (Mateus 1:12). Como poderia o Messias de Israel, aquele que se assentará sobre o trono de Davi, vir da descendência de um rei amaldiçoado, cuja maldição invalidava justamente sua linhagem como herdeiros ao trono? Este é um ponto fundamental que pode nos ensinar muito sobre o poder do arrependime...

O Evangelho aboliu o sacrifício?

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É muito interessante o enfoque que muitos pregadores destacam quando anunciam o evangelho de que não precisamos mais de sacrifícios, já que Jesus foi o sacrifício perfeito. Como se houvesse alguma grande vantagem em não haver mais tal necessidade. Há ainda aqueles que, ao se oporem à validade da Torá para os crentes no Messias, argumentam que os sacrifícios do Templo são dispensáveis, como se a Torá se resumisse apenas a eles. No entanto, essas alegações revelam uma falta de compreensão sobre o que são, de fato, os sacrifícios e qual a sua verdadeira ligação com o Evangelho. Na Carta aos Hebreus, especialmente no capítulo 10, o autor apresenta uma referência crucial que, muitas vezes, não é bem compreendida. Primeiramente, é importante ressaltar que nem todos os sacrifícios realizados no Templo eram para a expiação de pecados. Em Levítico, somos apresentados a diversos tipos de ofertas: holocaustos, sacrifícios de paz, de cereais, ofertas específicas para votos e purificação, além dos ...

A Força da Não-Retaliação: Por que "Virar a Outra Face" é um Ato de Resistência, e não de Passividade

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"Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra" Mateus 5:39. "Dê a sua face ao que o fere; farte-se de afronta." Lamentações 3:30. As palavras de Yeshua de Nazaré, especialmente o famoso "se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra", são frequentemente compreendidas de forma equivocada. Muitos as interpretam como uma exortação à passividade, um chamado para que a vítima de opressão se submeta silenciosamente ao agressor. Essa leitura, no entanto, coloca a pessoa injustiçada sob um jugo ainda maior, perpetuando o ciclo de opressão ao desarmá-la não apenas de meios físicos, mas também de sua dignidade e direito de buscar justiça. Mas e se o ensinamento de Yeshua for, na verdade, um ato radical de resistência? E se, longe de ser um convite à submissão, ele for um caminho de força e de fé que desafia o mal, em vez de o tolerar? Para compreender essa profunda verdade, é p...

A Importância do Conhecimento Prático de Deus

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  Texto Base: Oséias 4:6 "O meu povo foi destruído, porque lhe faltou conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da Lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos." Introdução 1.          O contexto do texto: o    Deus está apresentando a razão pela qual rejeita o sacerdócio de Israel do Norte. o    O sacerdócio universal, dado a Israel, é o chamado para liderar em obediência e ensinar a Lei de Deus. o    A causa da rejeição é a falta de conhecimento — no hebraico, "Da’at" , que implica não apenas saber, mas praticar e experimentar a verdade de Deus. 2.          Os pecados que maculam a terra segundo a Torá: o    Promiscuidade e violência (pecados que arruínam a sociedade). o    No sermão do monte, Yeshua eleva o padrão dest...